(Alemanha, 1921 – Praia Grande, SP, 2018) nasceu na Alemanha e começou a fotografar aos 12 anos, quando ganhou uma máquina da mãe. Como fotógrafo amador, registrou a Olimpíada de Berlim, em 1936. No período da Alemanha nazista retratou soldados norte-americanos e russos. Chegou ao Brasil em 1948 e estabeleceu residência em Osasco, SP, onde teve estreita relação com o poeta concreto e a família Pignatari, casando com a historiadora Helena Pignatari, irmã de Decio. Consolidou-se como fotógrafo e fundou um estúdio fotográfico em Osasco.
Autor das imagens que retratam os poetas-inventores – responsáveis pelo maior movimento de vanguarda nascido no Brasil, o movimento da poesia concreta – Werner, ainda nos anos de 1950 e 1960, acompanhou com sua objetiva outra importante cena cultural na cidade de São Paulo, os palcos paulistanos da cidade como o do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), e registrou a cena teatral desse período e artistas como Dina Sfat, Ruth de Souza, Raul Cortez, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Aracy Balabanian, Walmor Chagas, Dionísio de Azevedo, Rubens de Falco, Marco Nanini, Joana Fomm, entre outros.
A fotografia aérea também adensa sua extensa produção fotográfica. Sobrevoou a paisagem urbana da cidade de São Paulo e transformou essas imagens em uma série de postais com imagens panorâmicas de logradouros públicos emblemáticos da cidade.
Osasco e Praia Grande, cidades onde morou, também foram registradas pelas lentes e Werner e compõe o conjunto de uma série de fotos aéreas. Entre outras produções fotográficas, como de eventos sociais e de encomendas por empresas, estima-se que o acervo fotográfico de Klaus Werner possui aproximadamente 200.000 registros fotográficos que resultam de seus 40 anos de carreira dedicados à fotografia.
Klaus faleceu no ano de 2018, e seu espolio documental encontra-se com a família, sob a responsabilidade, principalmente, de sua filha Nancy Werner.